Friday, 25-02-2011 às 03:03

Você que dormiu mal por causa da briga do vizinho com a mulher. Você que acordou cedo e chegou atrasado por causa do trânsito. Trabalhou a manhã inteira, pegou ônibus lotado para ir em casa almoçar e conseguir economizar o dinheiro do restaurante.

Você acaba de almoçar, o sol quente lá fora indica que a chuva de ontem não vai voltar e que o dia vai ser quente e longo. E heroicamente, enfrenta mais uma vez, um ônibus lotado e sente aquele soninho acalentador ser interrompido por adolescentes que estão indo para a escola. Crianças crescidas que acham bonito gritar, se pendurando nas janelas, para os amigos que ainda não adentraram ao recinto apertado.

Mas tem um som irritante que não quer calar. Parece música. Ou seria a pregação de um pastor exaltado. Não dá pra identificar que barulho estridente é esse. Porém a fonte do ruído, eu já identifiquei. Um rapazinho franzino, de cabelo espetado, vestindo uma camiseta rubro negra.

Não, os gritos não são dele. E sim de um aparelho ultra sofisticado, que para infelicidade minha e de todos os colegas de viagem, tem rádio.

Um aparelho que foi criado para facilitar a comunicação entre as pessoas, agora silencia, irrita e provoca pensamentos violentos no interior de minha mente. E aposto que as outras vinte pessoas que olham para o rapazinho com olhos de cobiça, pensam o mesmo que eu. Por favor, só, por favor: adote um fone de ouvido!






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Friday, às 02:56
Não tenho vergonha do que fui e do que sou.
Não tive quando ouvia a Xuxa, Nem quando dançava as coreografias do Dominó.
Para me redimir ouvia Chico Buarque cantando Bailarina. Ou Raul, no Pluft Plact Zuum.
Sim, eu usei cabelos vermelhos e calças listradas.
Usei as unhas pintadas de azul e branco pra combinar com as listras da calça.
É, eu sei. Conheço sua opinião. E não vou mudar a minha.
Foi em 97, que usei calça tamanho 38 e o cabelo ondulado.
Ondulado não, ouriçado seria uma definição melhor.
Mas foi, apenas, dois anos antes que você me viu passar usando camiseta preta da minha banda de rock favorita, um crucifixo de metal no pescoço e um walkman que tocava uma fita cassete do Metálica.
Foram anos engraçados. A camiseta era do Legião Urbana.
Alguns anos depois eu também não tive vergonha.
Tentei cortar laços inquebráveis. E laços que imaginei serem inquebráveis, se partiram.
Não tive vergonha. De chorar. Praguejar. E pedir pra morte me buscar. Essas coisas não deviam ser ditas, nem deveriam rimar.
Mas uma coisa eu devia saber, nenhum buraco no solo é aberto em vão.
Há sempre uma semente capaz de florescer dentro dele.Sim, eu devia mesmo saber.Ou não.
No escuro, muito tempo se passou. Passou, voou, se perdeu.
A vergonha não me visita. Opiniões são contrárias, é o que ela diz.
Mas ela só me irrita. Não me acrescenta. Disso não preciso.
Crítica é como conselho, eu posso aceitar ou não. Simples assim.
O que esqueci de dizer, não faz mais diferença.
E eu ouvia a Xuxa
Não vou negar o que fui. Brega. Magra. Agrônoma. Irmã.
Agora não vou negar que mudei.
E que ainda carrego em mim toda a falta de vergonha desse meu passado, presente e futuro.





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Friday, às 02:53

Hoje me sinto um livro velho

Duro, velho, desfolhado

Mesmas palavras,

Mesmos erros, mesmos acertos,

Às vezes tenho razão,

Outras vezes não.

Plátano no outono

Enraizado, sem folhas

Amarelo, caído, perdido.

Na confusão do vento…

Sozinho.

Marinheiro sem bússola,

Livre pra ir a lugar nenhum…

Ancorado no meio do nada,

Frio, úmido, longe.

Enquanto as dúvidas esvoaçam

E ainda não é época das respostas…

Tudo fica assim.






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Monday, 21-02-2011 às 22:19

Bom,

Vamos começar tudo de novo, outra vez. Afinal, perdi todos os meus posts e todo o material que se encontrava no blog.

Marinheira de primeira viagem que não faz backup, dá nisso!

Agora, que estou cursando a disciplina de Web pretendo aprender mais a lidar com as ferramentas e manter esse blog atualizado e personalizado.

E como a aula já começou e eu devia prestar atenção no que a professora está falando… Fui!






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